Escolher o regime de taxa é uma das decisões mais caras de toda a vida do crédito habitação. Em Portugal existem três caminhos — taxa variável, fixa e mista — e nenhum é universalmente melhor. Depende da sua tolerância ao risco e do horizonte de tempo.
Taxa variável
Resulta da soma da Euribor (a um prazo definido, normalmente 6 ou 12 meses) com o spread do banco. A prestação acompanha o mercado: desce quando a Euribor desce, sobe quando ela sobe. É transparente e costuma ter spreads mais baixos, mas expõe o orçamento à incerteza.
Taxa fixa
O juro mantém-se igual durante todo o contrato ou um período longo. Ganha previsibilidade total — a prestação não muda — mas paga por essa segurança um spread mais alto. Atenção à comissão de reembolso antecipado, que na taxa fixa pode chegar a 2% do capital amortizado.
Taxa mista
Combina um período inicial fixo (por exemplo, 5 ou 10 anos) seguido de variável. É um meio-termo: protege nos primeiros anos, quando o orçamento está mais apertado, e abre depois à evolução do mercado.
A quem se adapta cada uma
- Variável: a quem aceita oscilações e quer aproveitar descidas da Euribor.
- Fixa: a quem precisa de estabilidade absoluta e dorme melhor sem surpresas.
- Mista: a quem quer segurança no arranque sem fechar a porta ao futuro.
Antes de assinar, peça a Ficha de Informação Normalizada Europeia (FINE) a vários bancos e compare a TAEG, não apenas o spread. É o único número que junta juros, comissões e seguros numa só medida comparável.