TAEG, TAN e MTIC: os números que explicam o custo do crédito

TAEG, TAN e MTIC: os números que explicam o custo do crédito

Nas simulações de crédito habitação aparecem sempre três siglas que confundem quem compra casa pela primeira vez. Saber lê-las evita escolher a proposta errada só porque tinha o spread mais bonito.

TAN — Taxa Anual Nominal

É a taxa de juro pura do empréstimo, sem comissões nem seguros. Na taxa variável corresponde à Euribor mais o spread. Serve para calcular os juros de cada prestação, mas não mostra o custo verdadeiro do crédito.

TAEG — Taxa Anual de Encargos Efetiva Global

Este é o número que importa. A TAEG junta o juro, as comissões, os impostos, os seguros obrigatórios e demais encargos numa só percentagem anual. Por isso é a única medida que permite comparar propostas de bancos diferentes de forma justa.

  • Dois créditos com o mesmo spread podem ter TAEG diferentes por causa dos seguros.
  • Uma TAN baixa com produtos associados caros pode esconder uma TAEG alta.

MTIC — Montante Total Imputado ao Consumidor

É a soma de tudo o que vai entregar ao banco até ao fim do contrato: o capital pedido mais todos os encargos. Num crédito a 30 anos, o MTIC revela com clareza quanto custa realmente a casa para além do preço de compra.

Como usar estes números na decisão

  • Compare propostas pela TAEG, nunca apenas pela TAN ou pelo spread.
  • Olhe para o MTIC para perceber o peso total dos juros ao longo do tempo.
  • Desconfie de descontos no spread amarrados a cartões, seguros ou ordenado domiciliado.

A lei obriga os bancos a indicar estes valores na FINE. Peça-a sempre por escrito e leve as várias fichas lado a lado antes de decidir.