Certificado energético: o que cada classe diz sobre a casa

Certificado energético: o que cada classe diz sobre a casa

Sempre que se vende ou arrenda um imóvel em Portugal, o certificado energético é obrigatório e tem de constar do anúncio. Mais do que uma formalidade, ele dá pistas concretas sobre as faturas que vai pagar e o conforto que pode esperar.

O que significam as classes

A escala vai de A+ (mais eficiente) a F (menos eficiente). Quanto melhor a classe, menos energia a casa precisa para aquecer, arrefecer e aquecer água.

  • A+ e A: construção recente, bom isolamento, equipamentos eficientes.
  • B e B-: desempenho acima da média, faturas controladas.
  • C e D: casas comuns em Portugal, com margem para melhorias.
  • E e F: fraco isolamento, frio no inverno e contas altas.

Quem emite e quanto custa

O certificado é emitido por um perito qualificado registado na ADENE, após visita ao imóvel. O custo depende da tipologia e ronda algumas dezenas a poucas centenas de euros. É válido por dez anos na habitação.

Porque importa na compra

Uma casa F pode parecer barata, mas o que poupa no preço gasta depois em aquecimento e obras de isolamento. Já uma boa classe valoriza o imóvel e facilita o acesso a apoios e a créditos verdes com condições melhores.

O documento traz recomendações

Além da classe, o certificado lista medidas de melhoria com estimativa de poupança: trocar janelas, reforçar isolamento, instalar painéis solares. Use essa lista como guia de prioridades caso planeie obras depois da compra.